
1. Empenhe-se na comunicação. É somente experimentando que saberemos de nosso potencial.
2. É preferível conhecer a nós mesmos a simplesmente dizer o que gostaríamos de ser. A honestidade para conosco mesmo é sumamente valiosa. p2p
3. Devemos falar por nós mesmos. Ao me comunicar, devo tornar claro que estou falando apenas a minha verdade, não a verdade. peer
4. A falsidade exige um megaesforço. Grande alívio é contar as coisas como realmente são.
5. Devemos estar “presentes” e “dispensarmos” os nossos ouvidos aos que se oferecem para se revelar a nós.
6. Exercitar-se em aceitar os outros como são.
7. Escutar atentamente para apreender a “consistência interior” dos outros.
8. Procuremos não adivinhar pensamentos, julgando as intenções e os motivos dos outros.
9. O principal obstáculo à empatia é a crença de que os outros pensam como nós.
10. O único meio seguro de não crescer é pedir e conseguir carona na mente e na vontade de outra pessoa.
11. Evitando o bloqueio de comunicação: quando nos fechamos à oratoria , rechaçamos o dom gratuito que o outro está oferecendo.
12. Um aperto de mão, um abraço fraterno é uma forma vigorosa de comunicação.
13. Para ser comunicadores eficientes devemos “nos expandir” para além de nossas “zonas de conforto”.
14. Admitir nossas faltas e pedir perdão é uma fórmula quase mágica para remover os obstáculos à boa comunicação.
15. Evitar o aumento de tensão certamente tornará muito mais fácil a comunicação. É a própria vida. Blog
Fonte: POWELL, John e BRADY Loretta. Arrancar máscaras abandonar papéis: a comunicação pessoal em 25 passos. Tradução por Bárbara Theoto Lambert. São Paulo: Loyola, 1994.
2. VANTAGENS DO OUVINTE ATENTO"Seja rápido no ouvir, lento no
falar."
(São João, I, 19)
O bom ouvinte é raro porque para ouvir V. admite que eu tenho a dizer-lhe alguma coisa mais importante do que V. tem para me dizer.
Parte do êxito da Igreja Católica é atribuída à confissão: "muitas pessoas consideram melhor sacerdote não o que prega melhor, mas o que ouve mais atentamente.
O ouvinte atento pode contar com diversas vantagens:
1) Dispõe de melhor informação;
2) Economiza tempo;
3) Permite assegurar-se de como a sua mensagem está sendo recebida;
4) Estimula o interlocutor a falar e melhora sua Oratoria;
5) Previne mal-entendidos.
3. FATORES MENTAIS DA AUDIÇÃO
1) A indiferença - devemos despertar a atenção, estimulando o interesse pessoal.
2) Tenha tempo para ouvir. Se não dispõe de tempo agora, ouça depois.
3) Preconceito. Ouvir é um ato voluntário e consciente. O antagonismo apaixonado impossibilita a audição. Concordância também. A maior dificuldade da audição está em nos comportarmos objetivamente. Na sua impossibilidade, devemos tentar a empatia.
| Empatia é uma projeção imaginativa, é colocarmo-nos no lugar da outra pessoa. |
4) Preocupação. A audição é uma ocupação interna e exige atenção total.
4. HÁBITOS DA AUDIÇÃO
Como estamos sempre mais propensos a falar do que a ouvir, habituamo-nos a interromper, a qualquer pretexto, as pessoas que estão falando.
Interromper constitui violação do principal objetivo da Oratoria na audição: fazer com que o outro fale. Observações e comentários podem ser guardados até o final da exposição, quando sempre haverá tempo para dirimir dúvidas.
PARA OUVIR MELHOR, V. DEVE OBEDECER A ALGUMAS RECOMENDAÇÕES:
01) Mantenha a vontade firme e o sentido de audição alerta: preste atenção.
02) Procure sempre ver quem fala: a visão ajuda a audição.
03) Não encoste o corpo para ouvir; ao contrário, fique em posição firme para ajudar os sentidos a permanecerem alerta.
04) Faça o possível para não se entregar a emoções, fugindo a antagonismos, preconceitos etc.
05) Evite sistematicamente as interrupções.
06) Esquive-se ao hábito de tomar notas, em excesso.
07) Procure, sempre que possível, exercitar sua audição, distinguindo sons, identificando vozes, esforçando-se por apurar os ouvidos.
08) Para ouvir, pare de falar! Quem fala, não ouve.
09) Ouça para compreender e não para responder.
10) Fuja às distrações: concentre-se.
11) Use de uma disposição de empatia para quem fala.
12) Tenha tempo para ouvir.
13) Lembre-se de que V. ouvirá melhor, sempre que precisar compreender, por interesse.
14) Convença-se de que, através de treinamento é possível aumentar a sua capacidade de falar em publico e efetividade no ouvir.
15) Tenha cuidado ao parafrasear o que ouvir: nossa capacidade de retenção é variável e, muitas vezes, inconscientemente, deturpamos o que ouvimos.
(*) Cópia de trechos do livro A
Técnica da Comunicação Humana, de J. R. W. Penteado. São Paulo,
Pioneira, 1964, p. 283 a 288.